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Santos perdeu por 3 a 0 para o Palmeiras no jogo de ida das quartas de final Raul Baretta/Santos FC
O Santos terá uma missão complicada para continuar na Copa do Brasil. Depois de perder por 3 a 0 para o Palmeiras no jogo de ida das quartas de final, o time precisa vencer por quatro gols de diferença na Vila Belmiro, nesta quarta-feira (2), para avançar na competição. Se devolver o placar, a decisão será nos pênaltis.
Apesar do tamanho do desafio, a história da Copa do Brasil mostra que desvantagens expressivas já foram revertidas. Algumas delas, inclusive, envolveram goleadas ainda maiores do que a que o Santos precisa buscar.
Veja:
O Náutico protagonizou uma das primeiras grandes remontadas da história da Copa do Brasil. Depois de perder por 3 a 1 em Belém, o time pernambucano precisava de uma vitória por pelo menos dois gols para seguir na competição.
Nos Aflitos, porém, o Timbu foi muito além. Com três gols de Bizu e outro de Lúcio Surubim, o Náutico goleou o Remo por 4 a 0 e garantiu a classificação.
Uma das viradas mais impressionantes aconteceu na campanha que terminaria com o título do Juventude, em 1999. O time gaúcho perdeu por 3 a 1 no Maracanã, mas transformou o jogo de volta, no Alfredo Jaconi, em uma goleada histórica.
O Juventude venceu o Fluminense por 6 a 0, com quatro gols de Flávio, além de Maurílio e Capone, e avançou às oitavas de final.
O Remo abriu vantagem de 2 a 0 no primeiro jogo, mas não conseguiu administrar a situação em Natal. O América-RN teve uma reação forte e chegou ao intervalo do segundo confronto vencendo por 3 a 1, igualando o placar agregado.
Na etapa final, o time potiguar marcou mais três vezes e fechou a partida em 6 a 2, avançando com 6 a 4 no placar agregado.
O Treze viveu uma das maiores noites de sua história na Copa do Brasil de 2005. Depois de perder por 3 a 0 no Rio Grande do Sul, o time paraibano precisava de uma goleada para evitar a eliminação.
No Amigão, o cenário mudou completamente. O Treze marcou cinco vezes, venceu por 5 a 0 e avançou de maneira incontestável. A equipe ainda eliminaria São Caetano e Coritiba antes de chegar às quartas de final.
O Corinthians também precisou de uma reação de peso naquele mesmo ano. O Cianorte surpreendeu o time paulista no Paraná e aplicou 3 a 0 no jogo de ida.
No Pacaembu, diante da torcida, o Corinthians respondeu com uma goleada por 5 a 1, garantindo a classificação e evitando uma eliminação precoce. Dois gols foram marcados por Tévez e dois por Roger, com Gustavo Nery completando o placar. O confronto é lembrado até hoje entre as maiores viradas da competição.
O Athletico-PR também conseguiu uma reação importante em 2007. O Vitória chegou a abrir 4 a 0 no Barradão, mas o Furacão diminuiu a diferença nos minutos finais e saiu de Salvador perdendo por 4 a 1.
Na partida de volta, em Curitiba, o Athletico venceu por 3 a 0 e avançou. Foi uma das situações em que um clube conseguiu eliminar um adversário depois de estar quatro gols atrás no placar agregado.
O Juventus-SP precisava de uma atuação praticamente perfeita depois de ser goleado por 4 a 1 pelo Coruripe, em Alagoas.
Na Rua Javari, o time da Mooca fez exatamente o que precisava — e mais. Depois de um primeiro tempo empatado por 1 a 1, o Juventus marcou quatro vezes na etapa final e venceu por 5 a 1, revertendo a desvantagem e avançando à segunda fase.
Na final de 2008, o Corinthians abriu uma vantagem de 3 a 1 no Morumbi e parecia encaminhar o título. O Sport, entretanto, levou a decisão para a Ilha do Retiro e conseguiu mudar completamente o cenário.
O time pernambucano venceu por 2 a 0, igualou o confronto no placar agregado e conquistou o título pelo critério do gol marcado fora de casa, regra que ainda era utilizada na competição. Foi a primeira Copa do Brasil da história do Sport.
O Flamengo também conseguiu uma remontada marcante em 2014. Depois de perder por 3 a 0 no Couto Pereira, o Rubro-Negro precisava repetir o resultado no Maracanã para levar a decisão aos pênaltis.
Foi exatamente o que aconteceu. O Flamengo venceu por 3 a 0, com dois gols de pênalti de Alecsandro e outro de Eduardo da Silva. Nos pênaltis, o time carioca venceu por 3 a 2 e avançou.
A Copa do Brasil de 2014 ainda teria uma das viradas mais lembradas do torneio. O Atlético-MG perdeu por 2 a 0 no Pacaembu e precisava de uma vitória por três gols de diferença para chegar à semifinal.
No Mineirão, o Corinthians chegou a aumentar a vantagem no placar agregado ao abrir o marcador. O Galo, porém, reagiu, virou a partida e venceu por 4 a 1, garantindo a classificação.
Poucas semanas depois, o Atlético-MG repetiu a façanha. O Flamengo venceu o primeiro confronto por 2 a 0, deixando o Galo novamente diante da necessidade de uma vitória por três gols.
No Mineirão, o Flamengo ainda saiu na frente, aumentando o placar agregado para 3 a 0. O que veio depois entrou para a história: o Atlético marcou quatro vezes, venceu por 4 a 1 e avançou à decisão. Na final, derrotaria o Cruzeiro e conquistaria o título.
Essa talvez seja uma das maiores referências para o Santos quando o assunto é reverter uma desvantagem de três gols.
O Fluminense havia vencido o América-RN por 3 a 0 em Natal e voltou ao Maracanã com uma enorme vantagem. O time carioca chegou a fazer 2 a 1 no jogo de volta, mas o América-RN teve uma reação impressionante no segundo tempo.
A equipe potiguar marcou quatro vezes na etapa final, venceu por 5 a 2 e eliminou o Fluminense. Foi uma virada no placar agregado e uma das maiores zebras da história da competição.
A mais recente grande remontada da Copa do Brasil aconteceu justamente nesta edição. Nas oitavas de final, o Athletico venceu o Vitória por 2 a 0 em Curitiba e abriu uma vantagem importante para o jogo de volta.
No Barradão, porém, o time baiano teve uma atuação dominante. Renê marcou duas vezes, Erick fez outro e Marinho completou a goleada de 4 a 0. O Vitória não apenas devolveu a diferença como avançou às quartas de final com uma vitória contundente.
Fonte: esportes.r7.com
› FONTE: 24 Horas No Ar (24horasnoar.com.br)