
New Jersey, Estados Unidos.
Lesão muscular de grau 2 na coxa esquerda.
Rompimento das fibras musculares, estiramento.
Previsão de volta ao futebol.
Três a quatro semanas, no mínimo.
O diagnóstico tira Paquetá do restante da Copa.
O grande exemplo é Neymar, na própria Seleção.
Ele teve a mesma lesão e só voltou a jogar, por 16 minutos, 29 dias depois.
A lesão confirmada atrapalha, e muito, os planos de Ancelotti. O treinador da Seleção acreditava ter encontrado seu time ideal, tanto que o havia repetido diante da Escócia e Japão.
Depois do susto que foi o primeiro tempo contra Marrocos, quando o Brasil jogou com quatro atacantes, Ancelotti resolveu todos os problemas com o jogador do Flamengo deixando o lado direito e fechando o meio.
Casemiro e Bruno Guimarães ganharam parceria ideal para fechar as intermediárias. Além de marcar, Paquetá também tem potencial ofensivo.
Na partida contra o Japão, ele estava mal, antes de se contundir. Ancelotti preparou Endrick porque o Brasil precisava vencer e estava perdendo o jogo.
Mas contra a Noruega, adversário que a comissão técnica já acreditava que seria o rival das oitavas, a situação é completamente diferente.
Não há por que escancarar o time contra um adversário com grande potencial ofensivo. E perigoso.
Danilo Santos tem 25 anos. Vive seu auge físico e técnico. O Palmeiras quer recontratá-lo, mas o Botafogo tem certeza de que o venderá por pelo menos R$ 180 milhões, 30 milhões de euros, para o mercado europeu.
Ele tem vigor físico, técnica, explosão muscular para marcar forte e também faro de gol para surgir na área adversária, como elemento surpresa.
Seria uma troca lógica, mas arriscada.
Pela inexperiência: tem apenas sete partidas pelo Brasil.
Com Fabinho seria diferente. Mais defensivo, com personalidade forte, líder. Aos 32 anos, segue com muito vigor na marcação.
Seria ótimo para Casemiro e Bruno Guimarães, que repartiriam o trabalho de marcação na intermediária.
Mas o problema estaria na chegada do Brasil ao ataque. Fabinho não faz tão bem a transição ao ataque.
Hoje, Ancelotti deu folga aos jogadores.
Mas amanhã, aqui em New Jersey, ele escolherá com calma o substituto de Paquetá. Porque não quer escancarar o time nem deixá-lo sem poder de criação.
Martinelli, que marcou o gol da vitória contra o Japão, também se candidata, com ele jogando como meia. Mas com chances menores.
No clima de mistério que vivemos aqui, no dia a dia da Seleção, tudo será resolvido longe dos jornalistas.
A Seleção vai treinar e os jornalistas precisam sair do CT do New York Red Bulls depois de 15 minutos. Ancelotti não quer dar chance para a comissão técnica da Noruega, para saber quem herdará a vaga de Paquetá...
Fonte: esportes.r7.com
› FONTE: 24 Horas No Ar (24horasnoar.com.br)