O receio de uma crise econômica causada pelo tarifaço promovido pelos Estados Unidos realinhou o governo Lula (PT) e o Congresso após sucessivas crises. A medida provisória enviada ao Congresso deverá ser aprovada sem maiores problemas, dizem as partes envolvidas.
O pacote de combate às tarifas foi apresentado ontem por Lula com a presença dos presidentes das duas Casas. Previstos para falar, o senador Davi Alcolumbre (União-AP) e o deputado Hugo Motta (Republcianos-PB) ao final só acompanharam, mas sorriram e posaram para a foto ao lado da medida provisória, enviada ao Congresso.
No Planalto, diz-se que a união vem do consenso contra uma ameaça pior. Com cerca de 45% das empresas que vendem aos EUA afetadas pela taxa de 50%, todas as partes foram pressionadas pelo setor privado a achar uma solução comum, rápida e que mitigasse o problema de uma forma mais ampla.
Alcolumbre diz que a MP será "analisada com responsabilidade". "Assim como fizemos em outras oportunidades, poderá e deverá ser aperfeiçoada durante sua tramitação, para que se torne ainda mais eficiente na proteção da economia nacional e, sobretudo, na preservação dos empregos dos brasileiros", disse o presidente do Congresso, ao UOL. MP precisa ser analisada por comissão mista, plenários da Câmara e do Senado. A medida provisória já está em vigor, mas precisa ser votada em até 120 dias no colegiado e nas duas Casas. Os detalhes do pacote foram apresentados aos dois presidentes no dia anterior. Na terça, Lula almoçou com Alcolumbre e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), no Alvorada e, à noite, recebeu Motta. Os dois encontros aconteceram com a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. Os atos marcam uma reaproximação. Desde a crise causada pela derrubada do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), Lula e Motta estavam sem conversar pessoalmente, sob a pecha de traição por parte do parlamentar, no Planalto. A reaproximação com Alcolumbre teve um aceno anterior, com o licenciamento ambiental. Como o UOL mostrou, a MP do governo enviada na semana passada mantém o texto sugerido pela emenda do presidente do Congresso, interessado no petróleo no rio Amazonas, quase integralmente. Congresso deve aprovar socorro aos empresários. Os parlamentares avaliam que a medida não deve enfrentar resistências na Câmara e no Senado por se tratar de um tema urgente aos setores. Preocupação com fonte de recursos e apelo por negociação. O deputado Pedro Paulo (PSD-RJ) reconhece o esforço do governo em ajudar as empresas, mas considera que uma ligação ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para negociar poderia sair mais barato. O parlamentar teme o impacto financeiro que o pacote pode ter no orçamento e as consequências disso. Fonte: noticias.uol.com.br
› FONTE: 24 Horas No Ar (24horasnoar.com.br)