Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (3) mostra que Tarcísio de Freitas (Republicanos), Michelle Bolsonaro (PL) e Pablo Marçal (PRTB) empatam dentro da margem de erro como favoritos para substituir, nas eleições de 2026, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível.
O governador de São Paulo, a ex-primeira-dama e o ex-coach lideram na preferência dos eleitores. Bolsonaro está inelegível até 2030, por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Veja os números:
Se Bolsonaro não for candidato em 2026, quem deveria ser o candidato da direita?
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Michelle e Tarcísio são os preferidos entre os eleitores de Bolsonaro.Dentre aqueles que votaram o ex-presidente no segundo turno das eleições de 2022, 26% citaram a ex-primeira-dama como melhor substituta, e 24%, o governador. Marçal vem em terceiro, com 12%. Tarcísio também é a opção mais citada dentre os eleitores de Lula no segundo turno de 2022, ao lado de Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná. Ambos foram mencionados por 10% dessa parcela dos entrevistados. Marçal repete o terceiro lugar, com 9%. A alternativa mais escolhida pelos eleitores de Lula, porém, foi a de que nenhum desses nomes deveria substituir Bolsonaro, com 30%. A pesquisa ouviu 2.004 eleitores presencialmente entre 27 e 31 de março.A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Tarcísio é apontado como o mais provável herdeiro do espólio político de Bolsonaro. Na semana passada, o vice-governador, Felício Ramuth (PSD), disse ao jornal O Estado de S. Paulo que a candidatura de Tarcísio à Presidência em 2026 é um cenário que "cada dia mais se consolida". Mas, mesmo inelegível, o ex-presidente diz que "não vai passar o bastão para ninguém". A condenação de Bolsonaro no TSE ocorreu devido à reunião com embaixadores, em julho de 2022, na qual ele atacou o sistema eleitoral sem provas. O tribunal considerou que houve abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, tornando Bolsonaro inelegível por oito anos a partir das eleições de 2022, ou seja, até 2030. O advogado criminalista Carlos Dantas explica que a reversão dessa decisão é pouco provável. "Jair Bolsonaro interpôs recurso ao Supremo Tribunal Federal, mas a rotina do STF tem sido o mantimento da decisão do Tribunal Superior Eleitoral em casos semelhantes". O advogado e cientista político Antônio Carlos Souza de Carvalho é ainda mais enfático: "Bolsonaro não será absolvido na Justiça Eleitoral. Ele já foi condenado à inelegibilidade em decisões irreversíveis" Bolsonaro também se tornou réu no STF na semana passada por tentativa de golpe de Estado. Se for condenado, a pena poderá estender ainda mais o período em que ele não poderá disputar eleições, conforme a lei da Ficha Limpa, explica Carvalho. Fonte: noticias.uol.com.br
Bolsonaro inelegível
› FONTE: 24 Horas No Ar (24horasnoar.com.br)